sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Ah! O Amor!





Queria eu poder vê-lo, além de senti-lo.
Como será ele?
Azul!
Dourado!
Ou talvez branco.
Ninguém sabe.
Apenas sentindo-o sabemos que é forte, mas tem a leveza da brisa que vem do mar.
É às vezes como o fogo, mas traz o frescor dos campos banhados pela primavera.
É vigoroso, impactante e ao mesmo tempo revela uma doçura inconfundível dos corações em comunhão.
Amar é bom!
Amor é tudo.
Carrega em si a essência de sermos um e, às vezes, vários, pois nos obriga a revelar nossas mais profundas contradições.
Vem Amor!
Vem para mim, contagiar meus vários eus.
Amo-te como sempre.
Cada dia é o suficiente para expandi-lo.
Quero que chegue a todos.
Quero que não caiba em si.
Visualizo teu halo chegando e tocando tudo o que me cerca.
Quero sentir tua intensidade.
Pode vir.
Não tenho mais medo de ti.
Posso explodir agora, pois sei que cada pedaço de mim se reproduzirá tal e qual era antes, ou ainda melhor do que o instante passado.
Agora sei que caibo em ti.
Ah! O Amor!
Não há como pensá-lo sem ao menos senti-lo de pouquinho, de tantinho.
Vem pra mim.
Chega mais perto.
Peguei!
Voei!
Não volto nunca mais...

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

SIMPLICIDADE



Tempos de excessos. Tempos de consumo.
Parece até inadequado falar de simplicidade. Parece até romântico e talvez, para alguns, até piegas. Mas como é profundo falar do simples. A filosofia oriental já nos lembra, a tempos, como a simplicidade pode ser um caminho para a tão almejada felicidade, esta que muitas vezes nos ocupamos em procurar nas coisas materiais. A contemporaneidade oferece códigos do bom viver impressos nas mercadorias. Assim tem sido a ética moderna da alegria: ter um bom trabalho que nos dê status e uma renda significativa para podermos acumular mercadorias. Aí vêm os apelos do comércio para que se compre o mais novo modelo de carro, de computador, de celular, enfim, porque o do ano que passou já não nos serve mais. O que estamos fazendo com todas estas aquisições materiais? Claro que em muito elas nos ajudam e são inquestionáveis suas utilidades, mas do que nos vale ter tudo isso se nossos corações seguem vazios, angustiados e, às vezes, até descrentes da felicidade. Vejo que é importante voltar ao simples, ao modesto, ao essencial. O olhar profundo sobre a vida nos convida a minimizar os excessos para assim conseguirmos visualizar o essencial. E onde estaria ele? Acredito que ele se expressa na simplicidade de tudo o que nos cerca. Na nobreza das atitudes, no desprendimento para ajudar alguém, na gentileza uns com os outros, no sorriso gratuito e espontâneo, na compaixão para com as dores humanas, na tolerância com os erros do próximo evitando o ácido julgamento, no entendimento fraterno. Como tudo isto é simples! Mas porque será que ainda é tão difícil para nós efetivarmos estas ações? Fica aqui o convite para refletirmos juntos sobre todos os desdobramentos que estas questões podem nos oferecer.



Um Feliz Natal a todos!