domingo, 12 de julho de 2009
"Manual de Instruções para a Vida"
Que manual estamos usando na nossa vida?
Com carinho sempre,
Germana
domingo, 21 de junho de 2009
O BAILE

Lá estava eu admirando os rodopios no salão. Eram incansáveis aqueles belos corpos, habitados por jovens espíritos, se remexendo harmoniosamente aos mais variados sons: salsas, boleros, merengues, xotes etc. O ritmo não importava, o que não podia acontecer era a música parar. Assim estavam eles, leves, quase flutuantes, marcando dois pra lá e dois pra cá.
Fui abduzida por toda aquela vitalidade que, às vezes, surpreendia pela extensa cronologia que suas almas carregavam. Talvez esta leveza não correspondesse em nada com os muitos anos de vida que cada um daqueles(as) senhores (as) acumulavam através do tempo. Suas histórias de vida já pesavam 60, 70 e mais de 80 anos. Nada disso os impedia de voar; deslizavam naqueles tacos de madeira, cheios de vida e esquecimentos. Sim, porque ali só cabiam as alegrias. Tudo o mais que fosse necessário precisava ser esquecido.
Lindos casais!
As saias, meio cafonas e cheirando a guardado, esbanjavam volume naqueles fartos cortes godês.
Pensava eu sobre suas histórias de vida, suas perdas; será que eram solitários?
Mas, em dado momento, nada mais disto importava. Só queria beber daquela fonte de jovialidade. Pensei: será que precisamos envelhecer para reconhecermos o que de fato nos faz felizes? E até lá? Permanecemos míopes?
Vim embora não só com o corpo requisitando música, movimento, mas também com fome de vida. Eu quero agora aquela alegria! Quero tudo o que a vida puder me oferecer. Quero saber aceitar o bolero mesmo querendo samba. Quero aprender que a vida muda de ritmo sem nos pedir licença, e também que podemos pedir, em alguns momentos, para a banda tocar nosso ritmo preferido.
Estou construindo a trilha sonora da minha vida a cada instante, e aquele momento, aquele baile, aquelas vidas acrescentaram melodias revigorantes.
Sou grata por cada centelha de vida doada naquele salão.
Vim embora e sonhei dançando...
Assim queria continuar experimentando a vida, sempre acompanhada de uma maravilhosa trilha sonora.
Abramos nossos corações para infinitas melodias...
sexta-feira, 6 de março de 2009
O CIUMENTO

domingo, 1 de março de 2009
INFIDELIDADE

Convivo diariamente com histórias de vida e este assunto sempre aparece acompanhado de dores, remorsos, raivas, todas endurecidas, apertando o peito e sangrando os corações através das mágoas e decepções que ficam marcadas para sempre. Tais feridas são difíceis de cicatrizar, e muitas vezes impedem a construção de novos relacionamentos, ou induzem as pessoas a se manterem na superficialidade das emoções, não investindo para valer em outro relacionamento.
A confiança fica definitivamente abalada.
Vemos assim um dos inúmeros aspectos deixados em quem passa por tal experiência com seu companheiro(a). Uma pena muitas pessoas não se darem conta das consequências, dos efeitos de seus atos. Ligadas que estão, na maior parte do tempo, no seu próprio prazer, efêmero e fugaz, esquecem que suas atitudes, palavras e omissões podem refletir diretamente no outro, trazendo-lhe dor e sofrimento.
Devemos ter cuidado para com o outro sempre.
Não posso ter como única referência eu mesmo porque o que seria limite para mim para alguém pode já está numa zona de desconforto emocional, o que dali em diante geraria dor.
Não pretendo aqui incorrer num discurso moralista, e sim num olhar mais apurado e sensível quanto às fragilidades humanas. Entendo que existem situações específicas envolvedo questões emocionais mais complexas, e que aqui não caberia tal aprofundamento.
O desejo mais universal do ser humano é o de ser amado.
Começamos esta jornada na infância em relação aos nossos pais. Sempre buscamos confirmações deste amor. Ao menor sinal de dúvida já ficamos apreensivos, fragilizados. A chegada de um novo irmãozinho é uma situação bem peculiar para nos abalar. Logo pensamos que o amor deles, antes todo nosso, terá agora que ser dividido.
Neste momento conhecemos então o ciúme.
Talvez encontremos aqui a base de tal sentimento: a insegurança de perder o lugar no coração de nosso amado.
A infidelidade resvala exatamente neste território delicado e profundo. A vivência da rejeição, de ser “trocado”, é por si só devastadora. Remete-nos a sensação de abandono.
Pensando assim como seria importante medirmos mais nossas atitudes. Podemos até ser impulsivos, precipitados. Em algumas circunstâncias podemos até nos deixar levar pelo afã dos sentimentos, contanto que isto não nos cale a consciência e a ética. Não podemos deixar que os impulsos nos dominem, ao contrário, precisamos educá-los e canalizá-los para situações construtivas que nos proporcionem crescimento e evolução moral.
Há muito tempo nos distanciamos de nossos ancestrais selvagens que só tinham os instintos como guia.
Agora somos seres pensantes e críticos de nossa realidade, portanto temos plena condição de refletir antes de qualquer atitude. Desta forma conseguiremos visualizar, mesmo superficialmente, a repercussão de nossos atos.
Crescemos mais à medida que reconhecemos nós mesmos no outro.
sábado, 21 de fevereiro de 2009
ALEGRIA, ALEGRIA......

sábado, 24 de janeiro de 2009
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Harmonia

São pra ti.
Despretensiosa beleza nos arrebata o coração e revira a mesmice, abana o tédio.
Altera o percurso do pensamento que passa a tilintar sonatas que elevam a alma aos patamares do sagrado fogo do Amor.
Melodias beliscam a luz produzindo filetes coloridos, raios cintilantes, relâmpagos.
Um templo em harmonia é nossa alma quando alcançamos notas sublimes.
Quero sustentar notas agudas.
Meu templo está em todo canto que me oferte mansidão, doçura, calor, proteção, meiguice.
Gosto de tudo o que cabe na infinitude do Amor, do querer bem.
Desejo a harmonia dos pássaros em revoada. Desejo a mansidão das águas após sua tormenta. Desejo a doçura do mel, saltitante, disperso no vôo das abelhas.
Precipite-se sim, em ser melhor. A harmonia está no mistério da boa fé.
Fé em tudo o que possa melhorar através do empenho dos que acreditam num amanhã melhor.
Crer num amanhã melhor é crer em si mesmo.
Eu acredito em você e em mim.
E você?




