Falar e pensar no amor já nos faz sentir bem por si só.
Compreendê-lo não é tarefa tão fácil, e para tal precisamos mergulhar no nosso mais profundo ser e olhar do que se alimenta nossa alma. Lá, onde estão guardados nossos mais preciosos sonhos e desejos, está também, no espaço mais nobre, a centelha divina do Amor nutrindo nosso ser em toda sua plenitude e integrando nossas contradições.
É concordância quase unânime que defini-lo, é tarefa quase impossível. Este nobre sentimento é tão sublime e tão profundo que não cabe em descrições; somente quando o experienciamos é que temos a percepção de sua grandiosidade. É como se ele inundasse nosso ser nos deixando incapacitados para descrevê-lo.
Sua presença é fato constante em nossas vidas.
Quem não tem uma história de amor para contar?
Quem não tem uma percepção sobre este sentimento baseado em vivências próprias e/ou referenciadas em histórias de pessoas próximas?
Histórias de amor sempre nos capturam. Elas conseguem nos transportar para um universo particular onde toda aquela lógica meramente racional se esvanece e ficamos embevecidos de vibrações positivas, de felicidade.
O amor é contagiante. Sim, porque sem que você perceba lhe invade, tal como uma música harmoniosa que lhe transporta para outros universos paralelos, escondidos no seu mundo interior.
Como falar do amor sem ser redundante?
É difícil não sê-lo, pois são tantas facetas, são tantos elementos que ele nos apresenta que fica complicado ser objetivo e preciso ao comentar sobre seu efeito em nós.
O amor está em nós ou chega até nós?
Será que conseguiríamos visualizar alguma linha divisória entre o dentro e o fora de nós?
Pensar e sentir o Amor nos eleva ao estado de verdadeira comunhão. Isto é, a um estado onde não há dentro e fora, mas uma profunda intercessão entre o meu mundo interno e o do outro. Imaginem como se nossos corações se comunicassem e dissessem um para o outro: quanta beleza vejo em você. Entramos assim numa sintonia de quase irmandade, de verdadeira fraternidade. O sentimento de amar é o que nos aproxima autenticamente uns dos outros. O Amor não conhece fronteiras, não discrimina, não evidencia as diferenças numa ótica negativa, pejorativa, mas aprende com isto, nos ampliando a consciência.
Comunhão, palavra profunda que nos facilita a compreensão de que o amor está dentro e fora de nós; ele é este todo que nos envolve fazendo-nos sentir compaixão, solidariedade e, claro, também nos conduz ao caminho do enamoramento, do apaixonamento.
Todos nós, em algum momento da vida, tivemos a oportunidade de nos apaixonar por alguém. Sabemos o quanto isto gera prazer e dor. Por isto dizem que a paixão se aproxima de um estado de adoecimento da alma. Dói ficar apaixonado, pois tudo é sentido intensamente.
Mas o Amor vai além da paixão, além da pessoa amada, vai além de nós. O verdadeiro amor é transcendente, nos liga ao divino que há em nós; tem o poder de nos conectar com todas as nossas virtudes simultaneamente.
O amor é poderoso, é transformador, é revolucionário.
O ícone de maior referência, na nossa cultura, que exemplifica isto está na figura de Jesus. Ele nos deixou impresso em suas atitudes e palavras o maior legado do significado do Amor Verdadeiro. Tal amor não conhece fronteiras, não distingue raças, não aponta diferenças sociais. Ao contrário, vem trazer a comunhão entre os povos nos ensinando que amar o outro é aceitá-lo com suas particularidades.
Amar sempre é um maravilhoso exercício que nos eleva o coração e a alma levando-nos a superar nossas próprias fronteiras.
O verdadeiro Amor , assim como a primavera, não escolhe jardim.
Sejamos jardins possíveis para que a primavera sempre nos visite e lembremos também aos que nos rodeiam que ela chegou.
Olá Germana! Saudades da sua poesia em forma de texto.
ResponderExcluirNão suma mais daqui, você faz falta!
Bjkas,
Lila
Huuuummmmm. Inspirada, hein? Beijos!
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