
Falar de ciúme é por si só complexo.
O ciúme é voraz e sutil; vai se apossando de nós tal como o fogo vai derretendo a vela progressivamente.
Cuidado com ele. Quando você vê, já se deixou tomar pela sua astúcia.
Dizem que o ciúme deixa a pessoa cega e que ela chega a fazer coisas das quais nem imaginaria.
Por isso mesmo precisamos enfrentá-lo.
Claro que todos nós somos fisgados por ele em algum momento, mas o que não podemos é deixar que ele nos sugue rumo ao território do controle e da posse. Ficar neste terreno é, no mínimo, estressante; é como se você ficasse em estado constante de alerta, e isto inevitavelmente gera um certo estresse que, dada as devidas proporções, esgota você e o outro.
Quando o ciúme se faz presente, podemos perceber nossa criança interna se manifestando, deixando nos escapar aspectos bastante reveladores de nossas inseguranças e fragilidades emocionais.
Vendo isto caberia uma reflexão: que cuidados poderíamos ter para que este sentimento não nos tome por completo?
Conviver com uma pessoa ciumenta é muito cansativo. Parece que você precisa, constantemente, dar explicações de quase tudo o que faz, pois se tem a impressão de que tudo é motivo de desconfiança. Quando não, você é requisitado a confirmar seus sentimentos por ele(a) a todo instante em que se sinta ameaçado.
Qualquer fantasia de abandono é vivenciada com um certo pânico, trazendo desespero e aflição para a convivência.
Sabemos que não se trata de uma opção, isto é, a pessoa não faz uma escolha deliberada para ser ciumento. É uma questão mais complexa e bastante delicada de se tratar, mas o fato é que requer uma atenção melhor e, dependendo da situação, uma abordagem psicoterapêutica do caso. Acredito que deva ser um labirinto existencial também para quem o sente nesta intensidade mais evidente.
É preciso então cuidar de nossas emoções. A nossa saúde mental traz benefícios, primeiramente para nós mesmos e, como consequência, para os que estão a nossa volta.
Costuma-se acreditar que tem coisas que o tempo por si só cura; que a maturidade vem naturalmente ao nosso encontro. Não é bem assim. O tempo cronológico transcorre de forma objetiva e quantificável, enquanto o tempo emocional se comporta de maneira particular, exigindo co-participação, isto é, precisamos imprimir esforços próprios para que algumas questões sejam superadas.
Mergulhar no nosso universo íntimo pode revelar muitas respostas e permitir que o segredo do labirinto comece a ser decifrado.
Muita Paz!!!!
Mana,
ResponderExcluiradoro sua maneira de escrever. Simples e rica, ao mesmo tempo... E profunda!
Adorei o novo visual do Blog. Elegantérrimo!
Beijocas,
Carol.
Prima.
ResponderExcluirAntes de tudo.
Tenho que dizer que fico feliz em visitar pela primeira vez esse teu pequeno espaço cultural.
O ciúme, como tudo na vida, tem duas ou mais faces.
Posso citar 02 (duas):
1) O "Ciúme Doença" que transforma companheiros em "policiais"... "espiões"... praticando infindáveis interrogatórios do tipo... "com quem você estava conversando no telefone!?!?"... ou então... "onde você esteve !?!?". Esse ciúme crônico destrói o relacionamento aos poucos... pela falta de respeito e, principalmente... de "confiança";
2) Existe o "bom ciúme"... aquele que, no bom tempero e dosagem... consegue injetar um pouco de paixão no relacionamento. Aquele "ciúme bonitinho"... de comentar: "Aonde você vai tão bonita ?!?"... rs.
Voltarei mais vezes para te visitar.
Vou te "linkar" lá no Pitoresco.
Abração pra tu.
Gostei muito do tema "ciúmes"...um problema realmente .´..o responsavel pelo final dos meus ultimos relacionamentos..
ResponderExcluirSeu blog é excelente parabens..
vou voltar
Beijão
Germana querida, sinto falta das suas postagens. Já li todas e quero mais!!!!!!
ResponderExcluir"Cadê você? que solidão! esquecera de nós..."
(um pequeno plágio de DJavan.
Beijão,
Lila