segunda-feira, 8 de março de 2010

CONHECIMENTO E SABEDORIA





"Na busca do conhecimento a cada dia se soma uma coisa. Na busca da sabedoria a cada dia se diminui uma coisa”. Tao-Te-Ching


Conhecimento nos remete ao acúmulo de conteúdos.
Sabedoria implica manejar com qualidade o conhecimento que temos sobre algo.
Muitas são as pessoas que muito sabem, mas que tão pouco se elevam com o acúmulo que têm. Queremos aqui refletir conjuntamente sobre como estamos utilizando nossos conhecimentos para nossa melhoria como seres humanos. O meu ofício, a minha dedicação aos estudos, o meu trabalho, a prática de tudo isto tem conseguido me tornar alguém cada dia melhor? Em que me engrandece o meu labor?
Perguntas como estas devem nos guiar rumo a buscar mais sabedoria na vida. Conhecer, acumular conhecimentos é sempre bom, mas saber utilizá-los com retidão e inteireza é um passo importante no caminho da sabedoria.
Quando olho para trás e me comparo com o que sou hoje, identifico que melhorei como pessoa? Consigo visualizar reformas significativas na minha personalidade? Pois bem, seremos mais sábios à medida que aplicamos bem as lições aprendidas com o amor, com a humildade, com a solidariedade. Dedicarmo-nos tão somente ao aprendizado de teorias sem trazê-las para sua aplicabilidade no contexto em que estamos de pouco vão nos servir.
Assim também funciona com os aprendizados existenciais.
Precisamos nos fortalecer nas atitudes engrandecedoras, aquelas que, além de conhecimento, nos proporcionem sabedoria.
Os sábios são aqueles que com o pouco que sabem objetivamente conseguem ver mais longe que a maioria. Sua visão da vida se compara a alguém que se encontra no mais alto topo de uma montanha, enquanto os outros estariam de olhos voltados para o chão que pisam.
A sabedoria consiste em termos visão de águia e um coração nobre diante de tudo o que nos cerca.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

O AMOR..











Falar e pensar no amor já nos faz sentir bem por si só.
Compreendê-lo não é tarefa tão fácil, e para tal precisamos mergulhar no nosso mais profundo ser e olhar do que se alimenta nossa alma. Lá, onde estão guardados nossos mais preciosos sonhos e desejos, está também, no espaço mais nobre, a centelha divina do Amor nutrindo nosso ser em toda sua plenitude e integrando nossas contradições.
É concordância quase unânime que defini-lo, é tarefa quase impossível. Este nobre sentimento é tão sublime e tão profundo que não cabe em descrições; somente quando o experienciamos é que temos a percepção de sua grandiosidade. É como se ele inundasse nosso ser nos deixando incapacitados para descrevê-lo.
Sua presença é fato constante em nossas vidas.
Quem não tem uma história de amor para contar?
Quem não tem uma percepção sobre este sentimento baseado em vivências próprias e/ou referenciadas em histórias de pessoas próximas?
Histórias de amor sempre nos capturam. Elas conseguem nos transportar para um universo particular onde toda aquela lógica meramente racional se esvanece e ficamos embevecidos de vibrações positivas, de felicidade.
O amor é contagiante. Sim, porque sem que você perceba lhe invade, tal como uma música harmoniosa que lhe transporta para outros universos paralelos, escondidos no seu mundo interior.
Como falar do amor sem ser redundante?
É difícil não sê-lo, pois são tantas facetas, são tantos elementos que ele nos apresenta que fica complicado ser objetivo e preciso ao comentar sobre seu efeito em nós.
O amor está em nós ou chega até nós?
Será que conseguiríamos visualizar alguma linha divisória entre o dentro e o fora de nós?
Pensar e sentir o Amor nos eleva ao estado de verdadeira comunhão. Isto é, a um estado onde não há dentro e fora, mas uma profunda intercessão entre o meu mundo interno e o do outro. Imaginem como se nossos corações se comunicassem e dissessem um para o outro: quanta beleza vejo em você. Entramos assim numa sintonia de quase irmandade, de verdadeira fraternidade. O sentimento de amar é o que nos aproxima autenticamente uns dos outros. O Amor não conhece fronteiras, não discrimina, não evidencia as diferenças numa ótica negativa, pejorativa, mas aprende com isto, nos ampliando a consciência.
Comunhão, palavra profunda que nos facilita a compreensão de que o amor está dentro e fora de nós; ele é este todo que nos envolve fazendo-nos sentir compaixão, solidariedade e, claro, também nos conduz ao caminho do enamoramento, do apaixonamento.
Todos nós, em algum momento da vida, tivemos a oportunidade de nos apaixonar por alguém. Sabemos o quanto isto gera prazer e dor. Por isto dizem que a paixão se aproxima de um estado de adoecimento da alma. Dói ficar apaixonado, pois tudo é sentido intensamente.
Mas o Amor vai além da paixão, além da pessoa amada, vai além de nós. O verdadeiro amor é transcendente, nos liga ao divino que há em nós; tem o poder de nos conectar com todas as nossas virtudes simultaneamente.
O amor é poderoso, é transformador, é revolucionário.
O ícone de maior referência, na nossa cultura, que exemplifica isto está na figura de Jesus. Ele nos deixou impresso em suas atitudes e palavras o maior legado do significado do Amor Verdadeiro. Tal amor não conhece fronteiras, não distingue raças, não aponta diferenças sociais. Ao contrário, vem trazer a comunhão entre os povos nos ensinando que amar o outro é aceitá-lo com suas particularidades.
Amar sempre é um maravilhoso exercício que nos eleva o coração e a alma levando-nos a superar nossas próprias fronteiras.
O verdadeiro Amor , assim como a primavera, não escolhe jardim.
Sejamos jardins possíveis para que a primavera sempre nos visite e lembremos também aos que nos rodeiam que ela chegou.